Tenho calvície, posso repor testosterona?

Nosso cabelo tem um apelo forte esteticamente falando.

Mas, para além disso, ele é um poderoso representante de onde viemos, quem somos e de como queremos ser vistos frente à sociedade.

Sendo assim, ele simboliza o passado, presente e futuro.

Diante desse panorama, cuidar da saúde capilar, tanto dos fios quanto da região do couro cabeludo, é importante para que ele continue sendo um importante pilar da nossa autoafirmação e autoestima.

A negligência desse zelo pode ser determinante para a queda deles.

Neste caso, é importante ficar atento ao excesso já que a normalidade é que, diariamente, caiam de 50 a 100 fios.

Passando dessa quantidade, pode ser um sinal de calvície.

Apesar de ser conhecida, essa condição pode gerar muitos questionamentos.

Então, separamos um deles que é: “Preciso fazer uma reposição hormonal por ter calvície?”.

Assim, nos debruçaremos sobre essa dúvida tão comum.

Quer saber mais sobre esse assunto? É só acompanhar o nosso texto!

Calvície: o que é?

Finasterida aumenta massa muscular?

O nome cientifico da condição não é calvície e, sim, alopecia androgenética, embora muita gente não saiba.

Independentemente do termo que se utilize, ambos servem para designar a queda capilar relacionada diretamente à ação de hormônios, como a testosterona.

Esse andrógeno, aliás, apresenta-se em maior quantidade no organismo masculino se comparado com o feminino.

Sendo assim, a calvície é mais associada e, de fato, mais comuns em homens, especialmente os da faixa etária dos 40 a 50 anos.

No entanto, isso não anula o fato de que a alopecia androgenética acomete mulheres.

Não é à toa que, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), 30% de pessoas do gênero feminino terão problemas relacionados à calvície até os 50 anos de idade.

Além disso, essa condição também pode atingir pessoas mais jovens. Neste caso, a calvície é precoce.

Mas, não importa a idade ou o gênero da pessoa acometida, a alopecia androgenética acontece da mesma forma. Você sabe como? Não, né?

Apesar de ser uma condição até conhecida socialmente, ainda há muito tabu atrelado à ela.

Dessa maneira, muita gente não sabe como ela, de fato, acontece em nosso organismo e, se você for uma dessas pessoas, pode ficar tranquilo: explicaremos tudo!

Para isso, é importante que você saiba que, em nosso couro cabeludo, a testosterona sofre uma ação da enzima que chamamos de 5-alfa-redutase.

Ao passar por essa ação, o hormônio que citamos é convertido em outro hormônio que, por sua vez, é a di-hidrotestosterona (DHT).

Os nossos fios de cabelo, durante essa conversão, passam pelo que chamam de miniaturização.

Este é um processo que consiste no afinamento, clareamento e encurtamento dos fios e, consequentemente, eles não conseguirão nascer novamente.

Dessa maneira, a alopecia androgenética – ou calvície – está configurada.

Tratamento para calvície

Ao longo dos anos, a calvície vai se desenvolvendo.

Por isso, é importante estar atento à queda excessiva de cabelo, pois, assim que notar tal problema, pode procurar ajuda e orientação médica de forma imediata.

Dessa maneira, quanto mais cedo se diagnostica, há mais chances de reverter o problema por meio de um eficaz tratamento para calvície para o seu quadro.

Os métodos para tratar essa condição, geralmente, correspondem a:

  • Utilização de cremes e loções
  • Transplante capilar
  • Perucas
  • Uso de medicamentos

Um dos remédios mais indicados e prescritos pelos médicos para o tratamento para calvície é a Finasterida.

Mas será que, juntamente com esse medicamento, o homem precisa fazer reposição de testosterona?

Finasterida: para que serve?

Finasterida aumenta testosterona?

A Finasterida é um remédio que atua bloqueando a ação da enzima 5-alfa-redutase que fica localizada no couro cabeludo.

Sendo assim, a testosterona não é convertida no outro hormônio, o di-hidrotestosterona (DHT).

Então, os fios não passam pelo afinamento, clareamento e encurtamento dos fios que, por sua vez, não morrem.

Esse medicamento, apesar de ser bem tolerado pelos pacientes, pode provocar alguns efeitos colaterais.

Os mais “comuns” estão atrelados ao desempenho sexual dos homens, como a diminuição da libido e a disfunção erétil.

Diante dessas possíveis reações, muitos pacientes preferem não tratar a calvície.

É importante ressaltar que nem sempre os efeitos colaterais vão acontecer e, geralmente, eles são descontinuados assim que o paciente interrompe o tratamento.

Diante da possibilidade de desenvolver efeitos colaterais, tanto o uso quanto o desuso desse medicamento só devem ser feitos sob aval e orientação de um dermatologista.

Então, procure por um para ter um diagnóstico certo e, assim, comece o tratamento para calvície.

Finasterida diminui testosterona?

O medicamento em questão, a Finasterida, age como um bloqueador na enzima 5-alfa-redutase e, devido essa ação, a testosterona para de ser convertida em outro hormônio andrógeno, como citamos anteriormente.

Logo, a Finasterida diminui testosterona disponível no sangue. Além disso, esse remédio aumenta o estradiol, o principal hormônio feminino.

Dessa maneira, há chances de sinais femininos, como o aumento das mamas, acontecerem através da ingestão desse medicamento.

Sendo assim, preciso fazer reposição hormonal?

A principal indicação de reposição hormonal no organismo masculino é para casos de hipogonadismo.

A causa dessa condição está no mau funcionamento das gônadas sexuais, seja masculina ou feminina, que, por sua vez, afeta, respectivamente, os testículos e ovários.

Existe, dessa maneira, uma cerca dificuldade de produzir os hormônios sexuais que, consequentemente, podem gerar problemas de fertilidade.

O diagnóstico dessa condição, assim como a calvície, deve ser realizado por um médico.

Apesar de escrevermos sobre, o dermatologista é o único que poderá, com toda certeza, indicar sobre uma possível reposição hormonal.

E você? Já usou Finasterida?

Se sim, como foi seu tratamento com ela?

Fontes: [1] [2] [3]

 

 

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